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O estado do Clube

Ponto de situação a 24 de Agosto de 2026

O Tribunal autorizou a reabertura sob condições. À data, o Clube continua sem reabrir.

A 13 de Agosto, cerca de um mês depois de a Administradora de Insolvência ter encerrado tudo, o Juízo de Comércio de Gaia autorizou a retoma da actividade, mas não sem condições: só reabre depois de cumprido um procedimento e prestadas garantias de que as despesas correntes ficam asseguradas, mês a mês, até ao fim da época. À data desta actualização, essa reabertura ainda não se concretizou. Para sustentar a operação até lá, a Direcção lançou a 24 de Agosto uma campanha de quotas. E o plano de recuperação entregue a 14 de Julho continua por admitir, votar e homologar.

O plano

Propõe pagar ao Estado a totalidade da dívida em 150 prestações mensais, aos fornecedores 25% em 150 prestações trimestrais (37 anos e meio) e aos credores hipotecários os mesmos 25% em 12 anos e meio, por serem, diz o documento, "também investidores". As receitas projectadas assentam na exploração do Estádio do Bessa, hoje interdito. Para produzir efeitos, tem de ser admitido pelo Tribunal, aprovado pelos credores e homologado por sentença.

O plano, explicado →

A reabertura

A AI encerrou toda a actividade a 15 de Julho, por falta do donativo que cobria as despesas correntes (a verba em falta de Junho era de 48.580 euros). O movimento "Salvar o Boavista", criado por sócios, angariou com donativos mais de 90 mil euros. A 13 de Agosto o Tribunal deferiu o requerimento da Direcção e autorizou a reabertura, condicionada a assegurar as despesas mensais até ao fim de 2026/27: depósito estimado até ao dia 8 de cada mês, comprovação até ao dia 10 com relatório financeiro; o incumprimento habilita a AI a fechar de novo, sem novo despacho. É uma autorização, não uma reabertura: à data desta actualização, a actividade ainda não foi retomada. A 24 de Agosto a Direcção lançou uma campanha de quotas, com renovações e uma quota extraordinária para a reabertura, para sustentar a operação até à votação do plano.

Frentes abertas

  • Tramitação do plano de recuperação: admissão, votação dos credores e homologação.
  • Reabertura efectiva do Bessa e cumprimento, mês a mês, das condições financeiras impostas pelo Tribunal.
  • Plano de recuperação da SAD: assembleia de credores marcada para 11 de Agosto, sem desfecho público conhecido.
  • Liquidação do património: complexo arrematado por 6,5 milhões a aguardar aceitação; Bessa sem comprador.
  • O destino da marca, dos símbolos e do património na liquidação.
  • Salvaguarda do Bessa como património da cidade (Câmara do Porto e Assembleia Municipal).
Leia o plano na íntegra. O documento entregue em tribunal e o anexo financeiro, em Documentos.

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